Os peixes-palhaços (Amphiprion sp.) são pequenos peixes recifais que ocorrem naturalmente nos oceanos Índico e Pacífico. Eles são mutualisticos, ou seja, vivem em simbiose com as anêmonas-do-mar. Como em uma relação mutualista os dois animais se beneficiam pela convivência, os peixes-palhaços ganham a proteção conferida pelos tentáculos venenosos das anêmonas e as fornecem nutrientes (amônia) que ajuda na fixação das algas nos tecidos da anêmona. Na natureza os peixes palhaços apresentam uma dieta onívora, composta por zooplâncton (copépodes e larvas) e algas. Outra característica interessante, é que os peixes-palhaços são hermafroditas e sua diferenciação sexual está relacionada à hierarquia do indivíduo. No geral, os alevinos desse peixinho se diferenciam em machos não reprodutores que disputam a dominância entre si e então o de maior ranking se diferencia em uma fêmea, ganhando volume corporal. O próximo do ranking se torna o macho reprodutor e os demais continuam como membros não reprodutores da colônia. Nos peixes-palhaços a fecundação é externa, a fêmea pode depositar de 600 e 1000 ovos por vez em um substrato próximo aos tentáculos da anêmona e eles eclodem em cerca de 10 dias. No entanto, eles dependem do cuidado paterno para ventilá-los e protegê-lós até a eclosão. Os alevinos passam a viver como indivíduos não reprodutores na colônia até que os pais morram ou eles migrem para uma nova colônia.
Foto: peixes-palhaço do aquário marinho do Projeto Tamar Sul em Florianópolis, por Luiz F. Tomas.
Texto: Rodrigo M. Aguiar
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