Macaco-aranha-de-cara-vermelha (Ateles paniscus)
Sua distribuição ocorre pela Amazônia desde o Rio Negro e Branco até o Amapá e também ocorre ao centro sul das Guianas.
É um dos maiores primatas brasileiros, possui uma cabeça pequena em relação ao corpo com pelos voltados para a frente formando uma franja característica ao gênero. A pelagem do corpo é completamente negra, a face não possui pelagem e sua coloração pode variar de tons de rosa ao vermelho escuro. Sua cauda pode chegar a duas vezes o tamanho do corpo, classificada como preênsil e conhecida como quinto membro.
Sua dieta é predominantemente frugívora (82,9%) e outros itens como casca de árvore, flor, folha, raízes aéreas, mel e invertebrados são pouco relevantes (17,1%).
São primatas sociais, pois formam grandes grupos que dividem-se em subgrupos (média de 18 indivíduos) durante os períodos de alimentação e reprodução. Normalmente os machos utilizam um território maior para proteção do bando, enquanto as fêmeas áreas menores para cuidar dos filhotes. São animais quase que exclusivamente arborícolas, não forrageando a baixo de 20 metros de altura.
Atualmente está espécie é considerada vulnerável a extinção, por conta do desmatamento e tráfico do animal ou partes dele.
Na imagem uma fêmea que vive em cativeiro desde filhote, pois foi encontrada em mãos de caçadores e infelizmente não pode voltar a natureza.
Foto: Lucas Yanai
Equipe: Rodrigo Mendes Aguiar e Nayana Wallauer
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