

O Bugio (Alouatta caraya) é uma espécie com ampla distribuição no Brasil, ocorrendo nos biomas Pampa, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. São primatas arborícolas com uma dieta composta basicamente por folhas, frutos, flores, pólen, néctar, invertebrados, tubérculos e vertebrados.
Eles possuem um sistema de acasalamento poligâmico, ou seja, geralmente um macho e várias fêmeas. A cada gestação, que dura entre 5 a 6,5 meses, a fêmea gera um filhote, o qual atinge maturidade sexual entre 4 a 5 anos.
De acordo com a ICMBio, esse primata apresenta um número de indivíduos maduros maior que 10.000. Felizmente, é uma espécie que ainda é classificada como menos preocupante a extinção, de acordo com a IUCN, mesmo que recentemente tivemos uma grande perda desses primatas por conta da febre amarela.
Entretanto, os bugios sofrem declínio populacional devido à perda, fragmentação e desconexão de habitat, aumento da matriz rodoviária e energética, agricultura, pecuária, incêndios, caça e vulnerabilidade a epidemias.
Equipe: Lucas Yanai, Nayana Wallauer e Rodrigo Mendes Aguiar
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