Por que os humanos são os inimigos número um das tartarugas-marinhas?
Bom, pra começo de conversa nós humanos modificamos os oceanos, as zonas costeiras, as praias e a qualidade da água do mar. Isso significa que nós interferimos diretamente no habitat desses animais.
O primeiro ponto é a poluição do mar por resíduos sólidos (plástico). O plástico pode ter varias formas e cores e não é incomum que as tartarugas marinhas os confundam com seus alimentos (águas-vivas, vermes marinhos, caranguejos, etc..). O plástico causa obstrução intestinal e o animal morre de constipação por não conserveiro defecar e se livrar de todo o plástico ingerido.
Em segundo lugar a pesca com rede de arrasto acaba capturando tartarugas-marinhas e impedindo-as de subir à superfície para respirar, o que as faz morrer por asfixia.
Terceiro, as embarcações em alta velocidade próximo a zona costeira costumam atropelar animais marinhos (inclusive as tartarugas) o que pode romper o casco do animal ou decepar uma ou mais nadadeiras dele. Como consequência muitas tartarugas-marinhas morrem todos os anos atropeladas por barcos, lanchas e jet-skis.
Em quarto lugar, nós poluímos a água com substâncias tóxicas que aumentam a propagação de vírus que causam tumores nas tartarugas, muitas vezes esse tipo de tumor se espalha pelo corpo do animal muito rápido e o impede de se locomove-se, se alimentar e se defender de predadores.
Depois de tudo isso, o que podemos fazer pra reverter esse quadro?
1- reduzir o uso do plástico.
2 – não consumir peixes marinhos e frutos do mar e lutar para que os recursos marinhos sejam preservados, uma vez que eles são finitos e vêm reduzindo significativamente ano após ano.
3- pilotar embarcações em velocidade reduzida próximo as zonas costeiras e em especial no período de acasalamento das tartarugas-marinhas.
4- cobrar que as cidades parem de lançar esgoto e lixo no mar!
5 – educar crianças e adultos sobre a importância de preservar os recursos marinhos e sua biodiversidade.
Na foto temos uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que está em@processo de reabilitação na sede do Projeto Tamar Sul em Florianópolis.
Foto e texto: Rodrigo M. Aguiar

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