Você já se perguntou o porquê os animais silvestres legalizados são tão caros?
A resposta é bem simples, não são somente os animais silvestres que são caros, mas sim qualquer animal que tenha procedência confiável.
Animais de procedência confiável vêm de criadores que realizam procedimentos de bem-estar, saúde, melhoramento genético em seus plantéis.
Um exemplo disso, é que cães de raças populares custam em torno de R$ 2000,00 quando comprados em canis credenciados no Kennel club.
O mesmo vale para os animais silvestres, seu valor é “alto”, mas o plantel de silvestres precisa de atendimento veterinário periódico (o que não é barato), de recintos adequados, de uma dieta específica e requer cuidados especiais na reprodução e manejo.
Por exemplo:
Um papagaio-verdadeiro legalizado custa em torno de R$ 3500,00 nessa valor estão embutidos os custos com veterinário, tratadores, biólogos, insumos, alimentação, documentação, infraestrutura, luz, água, telefone, internet, equipamentos e o lucro do criador.
Se colocarmos na ponta do lápis o custo de se criar um papagaio-verdadeiro até à idade de comercialização, eles quase que se equiparam ao valor cobrado pelo criador.
Quando uma pessoa compra um papagaio-verdadeiro de traficantes de animais ela paga em torno de R$300,00. A ave pode vir doente, com verminoses e parasitose, não possui nenhum tipo de atestado de saúde, foi retirada da natureza e consequentemente deixou de cumprir sua função ecológica, não pode ser suscetível a doenças genéticas e sofreu mais tratos até chegar ali. Sem contar que o comprador não recebe nenhum tipo de documento e orientação de como criar essa ave de forma saudável.
Ou seja, animais de boa procedência são caros porque são saudáveis, sua genética é conhecida e se enquadram nas diretrizes da legislação ambiental. Não compre animais do tráfico, junte dinheiro, pesquise, conheça os prós e contrato de ter um animal silvestre LEGALIZADO e compre de um criador responsável e licenciado.
Na foto temos um papagaio-verdadeiro vítima do tráfico de animais que não poderá voltar a natureza.
Foto e texto: Rodrigo M. Aguiar

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